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"Disseram-me: verás quando tiveres cinqüenta anos. Tenho cinqüenta anos: não vi nada". Erik Satie



























avant-dernières pensées
26.5.08

Boundaries

Um fala que samba da zona sul não presta. Que samba de subúrbio é o autêntico. O outro fala que samba de raíz é o cacete, que o samba é de todo mundo, que ninguém é dono do samba. Pagodeiro diz que faz samba. Mas o samba não reconhece o pagodeiro como sambista. Tem público que adora ouvir o samba óbvio, o re-conhecido, pq não acha óbvio. Para os sambistas, isso é o samba de playboy, Para os playboys, isso é samba de raíz. Curiosamente uma gíria da moda no Rio é a palavra roots, pronunciada em inglês surfístico: rútz. Esse conceito de coisa de raíz está em alta por aqui...

O ponto de vista mais valorizado é sempre o do que se diz dono da raíz. No caso do samba o dono é o preto, o pobre, o cara do morro? Esse é o senso comum sobre o samba. Não deixa de ser verdade. Mas isso torna o samba propriedade de alguém?

Eu sempre pensei muito nisso, nesses terrítórios musicais, pq sempre andei em lugares que não eram originalmente meus e tive que me explicar. A música é um universo cheio de mundos. E eu compreendo a possessividade do genitor. Um bom mestre de bateria tem status de maestro no universo do samba. Ter uma vida dura, ter a escola de samba como núcleo social da sua comunidade, ter crescido ao som da bateria, ter batucado desde criança é um diferencial definitivo, é seu passaporte exclusivo para o posto. Ele não quer que tirem dele esse privilégio e o dividam com alguém que tenha chegado ao samba por pesquisa, por estudo ou mesmo por amor. Ele respeita quem respeita o samba, mas ele não quer entregar o samba na mão de qualquer um. Noel era do asfalto, branco. Cartola era do morro, preto. Os dois faziam samba. Eram amigos e parceiros. Mas tenho a impressão de que no imaginário popular, Cartola é sambista, Noel é poeta... Preconceito?

As fronteiras também servem pra definir conceitos. As comparações, idem. E mesmo que eu tenha saído do meu habitat musical natural, aquele que meu meio me apresentou, para pegar praia e trabalhar em searas variadas do samba ao funk, não posso negar que reconheço fronteiras: que las hay, las hay. A mistura entre tantos micromundos me parece interessante, necessária, até. Mas tem dias em que um fundamentalismo dentro de mim cantarola: xô, chuá, cada macaco no seu galho...


o samba tem várias bandeiras/ o samba abre fronteiras/ invade o coração de quem ouvir/ é/ malandro judô capoeira/ está em Sendai/ em Mangueira/ mistura feijoada com sushi (Feijoada com Sushi - Arlindo e Sombrinha)

5:57 AM Comments:

23.5.08

Legenda


tirei o post de baixo daí.

7:54 PM Comments:

21.5.08

Adequação


Para uma merda de festa!


12:21 AM Comments:

17.5.08

janta*

iogurte natural
semente de linhaça
semente de girassol
semente de abóbora
gergelim preto
farelo de aveia
coco ralado
uma maça com casca, picada


meu pai, qdo me ouve contar essas coisas, faz comentários, tipo: "Ih, minha filha, cuidado pra não sair por aí piando..." E morre de rir. Eu tb. Quando eu era adolescente, essas brincadeiras me deixavam mortalmente ofendida. ah, os adolescentes e sua baixíssima taxa de fairplay...

*mas que lembra comida de passarinho, ah, isso lembra! O que não há de ser ruim para cantoras...

2:16 AM Comments:

16.5.08

outono no Rio


arpoador ao anoitecer, cada dia mais lindo, cada dia um lugar




1:07 PM Comments:

10.5.08

Gêmeos, mórbida semelhança


a incrível abóbora darumá


10:52 PM Comments:



Auto-retrato


Ardida feito pimenta

10:37 PM Comments:

7.5.08

Ronaldo agora e calo-me para sempre

Vou dizer só uma vez e rapidinho o que eu acho sobre o affair Ronaldinho, ta? Já cansou, mas eu quero e pronto.

Ele devia mandar todo mundo praquele lugar, já que durante anos foi perseguido pela imprensa do mundo todo, sem poder fazer nada em off, sem direito a privacidade, a vida pessoal, a nada. Ronaldo tá magro, Ronaldo tá gordo, joga muito, joga porra nenhuma. O mundo nunca respeitou esse cara. Pisou de gaiato no tapete vermelho do jet set internacional, crente que tava abafando, com todas as portas abertas pra ele, todas as(os) top models querendo dar pra ele, e ele lá, direto de Bento Ribeiro, babando: Caraca, olha a namorada que eu tenho, olha a mulher que eu como, olha o carrão que eu posso comprar!!! Fez merda na frente de todo mundo pra ser pego, pq foi acostumado a isso, a platéia pra tudo...

Uma cilada daquelas, pq os favores que ele recebeu foram dados em troca da alma dele, da vida, da grana que essa cambada de muquiranas ganham nas costas dele. Perdeu uma grande oportunidade de mandar todo mundo à merda e dizer que come, bebe e cheira o que bem quiser, ao lado de quem quiser, seja de que planeta for. Mas ele não é homem pra isso, e isso não é uma brincadeira sobre a sexualidade dele, ok?


mais perdido que cachorro que caiu do caminhão de mudança

9:07 PM Comments:

3.5.08

As modas dos homens - 3

Das costeletas

Depois da febre do aparador caseiro de barbas, a farra das costeletas fininhas e desenhadérrimos, tipo cafetão de pimp movies acabou. Pagodeiros também tîveram lá uma contribuição no processo, junto dos rappers e de seres híbridos como o cantor Latino.

Tenho um amigo DJ que usa suíças à Dom Pedro I. Acho feio de correr. Mas nele, sei lá, fica pitoresco, exótico, estranho... hmmm, tá bem, fica feio. Mas eu adoro ele.


pobre d pedro I, sufocado entre as suíças e o colarinho...

Dos cordões de ouro e pulseiras

Pulseira fininha de ouro, correntinha ou escravinha junto com relógio é um must entre os adoradores das camisas de seda vermelha e de blasers abertos sem gravata e manga enrolada Roberto Carlos Style. Passo, totalmente :P

Cordão de ouro, acessório relativíssimo. No Brasil as pessoas têm essa coisa de usar cordão de ouro com objetos protetores pendurados, medalinha de santo, figas, crucifixos, funciona quase como um patuá. Cafonice? Nem. No samba é quase obrigatório. E pagodeiros, os que tocam e os que ouvem, adoram cordões beeem grossos, como os bicheiros e toda a contravenção. Sem comentários para as cordas de ouro tipo Dudu Nobre, que tira onda de suburbano sem nunca ter sido.


pra que tanta pose doutor? pra que tanto orgulho?


2:06 AM Comments:

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